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A criação da trilha sonora cinematográfica - relação entre projetistas de som e diretores no processo de criação cinematográfica

por luanamairaÚltima modificação 05/08/2007 11:57

Programa: Ciências da Comunicação

Área de Concentração: Estudos dos Meios e da Produção Mediática

Linha de Pesquisa: Técnicas e Poéticas da Comunicação


Docente responsável: Eduardo Simões dos Santos Mendes


Descrição: A pesquisa tem como objetivo o estudo de estilo da construção da trilha sonora em filmes onde há uma constância de trabalho entre projetista de som e diretor e em outras obras onde esses dois profissionais estão associados a outros projetistas de som ou diretores à procura de características estilísticas individuais. Estudo de caso: Francis F. Coppola - Walter Murch; David Lynch - Alan Splet e George Lucas - Ben Burtt. O modelo de dimensões do som cinematográfico de Bordwell e Thompson, o modelo de combinação imagem/som de Gerard Betton e o modelo de combinação imagem/som de Michel Chion, especialmente o conceito de contrato audiovisual constituem a base teórica desta pesquisa. Em um olhar ainda não aprofundado, pode-se notar a influência de Alan Splet na obra realizada por David Lynch depois de sua morte. O uso de ruídos fortes e pontuais que modificam a leitura imagética, dando-lhe um caráter surreal, caráter esse que em uma leitura muda não existe inicialmente na imagem, é uma característica da obra de Splet que pode ser encontrada tanto em seus trabalhos com Lynch assim como quando tem Peter Weir ou Carroll Ballard como parceiros. A utilização do som ambiente para romper o espaço e o tempo dados pela imagem e manipulá-los em pequenos blocos narrativos, transformando a percepção e dando novas interpretações a uma única imagem, característico do cinema de Lynch, é, na verdade, uma influência de Splet sobre seu trabalho. Já Walter Murch em sua parceria com Coppola nos anos 70 modifica toda a estrutura do pensar e do fazer trilha sonora do cinema norte-americano. O uso não-hierárquico dos elementos formadores da trilha sonora e a alteração de suas funções tradicionais criam uma revolução no pensar cinematográfico assim como sua criação de um novo profissional, o projetista de som, que irá acompanhar o processo de criação sonora desde o roteiro até a mixagem, influenciará não só a obra de Coppola das décadas seguintes, mas a produção dos EUA como um todo. Porém, é possível notar uma coerência estilística nos trabalhos realizados por Murch com outros diretores como George Lucas e Anthony Manguella ao contrário do que se vê na união de Coppola com outros projetistas como Randy Thom ou Gary Rystrom. Não há um padrão na relação imagem/som que possa ser apontado como pertencente ao diretor e sim, uma influência marcante de seus parceiros que criam universos sonoros próprios que individualiza cada filme. Já na relação entre George Lucas e Ben Burtt, é mais difícil apontar o verdadeiro autor da relação audiovisual até mesmo porque a partir de seu terceiro longa-metragem, Guerra nas Estrelas, Lucas tem trabalhado apenas com Burtt. Neste caso, pode-se apenas analisar o trabalho de Burtt com outros diretores como Steven Speilberg e Ron Howard e mesmo assim, há um resultado bastante limitado pois em comum a todos esses trabalhos existe praticamente um único gênero a que pertencem todos os filmes, a ação, e um estúdio de pós-produção de áudio que possui formatos de edição e mixagem próprios, o Skywalker Ranch.








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